15 Abril 2006

Mago


Coloro
O riso.

Tudo
Em aberto.

O giz.

Sou mágico.
Doente

De inteligência.
Tenho

Sete
Cores.

Ponho
Máscaras.

Será
Impossível

Saber
Quem sou.

Mas
É bom

Analisar.

Tenho
Másculos

Segredos,
Tão recônditos.

Trago
Um pote

De
Barro.

Solto
Explicações

Sobre
Os tais

Quatro
Elementos

E a
Mística

Da
Composição.

Ah, e
Sei

Também
Ser

Grego.

Bravo
Herói,

Tenho
Braços

E meus
Cabelos

São
De vento

E
Fogo.

Olho
A cauda

Do
Dragão:

O horripilante,


A peste
E a fome,

E penso
Sempre

Num
Bebê.

Como
Haverá

O mal
De atingir-nos?

Uma
Trilha

Segue
Por

Dentro
Do mato.

O pântano
É escuro.

Ouço
Bem

Uma
Luz

Se
Acender,

Como um
Cigarro

De palha

Visto
De longe:

Um toque
De vidência

Que
Suaviza

Minha
Bateção

De
Dentes,

Meus
Terrores

Esculpidos
Em

Paredes
Internas

Da memória.

Aquela
Luz

Daquele
Cigarro

Me acende.

Ai, meu
Deus.

Tudo isso

Não
Vale

O esculpido
De

Um
Escarro.

As coisas
Com

A hora
Se

En-setam.

Atiradas
Como

Flechas,
Vêm

Do fundo
De

Um
Precipício.

Eu,
Que vi

Crianças
Chorando

Amordaçadas
Pela

Própria
Existência.

Eu,
Que

Vejo
E verei

Isso

Por
Todos

Os dias

Da minha
Vida.