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O Saci (mais uma do Risomá)
Si.
Há
O si
De abrir
A boca.
Com
A boca
A ave
Me
Toca.
Nasço.
A
Ave
Boa.
Cruzo
A
Perna
No mato.
As
Pessoas
Não
Acreditam
Em
Mim.
A
Árvore
Que
Pula
E bate
Ao
Som
Do atabaque.
A
Cachoeira
Do
Som
Forma
O riso
Alegre
Do menino.
A
Alegria
Natural
Da cor.
Oro
Por
Teu
Cordeiro.
A
Função
Natural
De
Teus
Braços:
Abra-os.
O horizonte.
O recorrente
Universo
Encantado.
Um tupã
Duende.
Os
Traços
De
Um
Filho
Do
Senhor
De
Escravos,
A quem
Bate.
Um
Sinal,
Ói
Nóis,
Saídos
De
Um
Estranho
Laço.
A batida
Do
Som
É
Forte.
Não
Quero
Trabalho.
O riso
É forte.
Alvos
Os
Dentes.
Hoje,
O saci
As crianças
Encanta.
E é
Sábio
Querer
Cantá-lo.
Eu
Vi o sinal.
Queremos
Vê-lo:
O Erê
Do mistério.
Vinte
E um,
Século,
E
Aqui
Estou.
A
Estrela
Bate,
Orienta-nos.
O
Segredo.
Ó pai
Ligeiro,
Não
Desata-nos
Os
Pés.
Tenho
Fé,
Assim,
No
Que
Vejo.
Um
Deus
Menino
Que
Escapou
Da morte.
O sorriso
Ainda
É
Matreiro.
Senhor
Deus
Dos
Mutilados,
O perigo
Em vida
Cresce,
Mas
Não
Padeço.
A
Criança
Diz
Boa
Noite
Antes
De
Deitar-se.
Eu
Enterneço.
Só
Tenho
Um
Olho,
Meio
Vaso
Sanguíneo.
Teu
Pai
Foi
Embora.
Ora,
Filho,
Que
O senhor
Deus
Das mais
Válidas
Proezas
Nos
Consola.
Arruma
Teus
Brinquedos.
Amanhã,
Teremos
Um oratório
Cheio
De velas.
Cada
Uma delas
Pingará
Teu medo.
Lança
No
Riacho
Teu
Papel
De barco.
Teu
Desejo.
A primeira
Onda
Te
Abate,
Mas
Já não
Vês
Motivos
De
Ter
Vergonha
Em
Sonhar.
Querendo,
O Saci
Voa.
E chega,
Como
Onda.
O segredoAspirei
À bailarina.
Um homem
Que
Me segurasse.
Soltar
O corpo
Não é soltar
O verbo.
Com
O verbo
Morro
E rolo
De rir.
Esse
Que me escreve
É um
Palhaço,
Figura
Triste.
Gostaria
De pintar-se,
Como eu,
E pôr
Um vestido.
Quando
Pensa:
Chupem
Meu
Pau,
Quer
Na verdade
Ter
Seu pau
Comido
De modo
A que
Ele suma:
- Cadê
Meu pinto?
Olha,
Que doce
Menino,
Que
Palhaço
Mais
Triste.
E ele
Chora,
Chora.
Ruídos
Dentro
Dele
O espantam.
Vamos
Chegar
Mais
Perto,
Sem
Fazer
Barulho.
A bailarina
Encantada
Nele
Mora.
Como
Se apoderar
Desses
Mitos?
Transpiração
Rosa.
Agora
Vamos
Fazer
Mais
Um
Exercício
De
Ouvido.
Esse
Menino
Grita
Num
Adocicado
Suspiro
Que
Lhe alivia
O peito:
- Eu não
Sou gay...
O olhar
Enjoado
Do anjo
O alcança.
É avoado
Esse menino,
Irriquieto.
Seu mago
Interior
O fez
Subir
Castelos,
Castelos
Encravados
Numa
Montanha
De cristal.
O cristal
É caleidoscópico.
Imagens
Diáfanas
Cortam.
Estão
Aqui
Estas
Puras
Essências.
Marcus,
Agora
Olha-te.
Quem é a
Mulher
Esperada?
Não
É tua
Mãe,
A quem
Vozes
Estúpidas
Estilhaçaram.
Fixa-te
Neste
Recorte:
O homem
Bom
Traz
Pedaços
De
Pão a
Boca.
Tua
Bailarina
Ainda
É tosca.
Mas,
Marcus,
Acalma-te.
Percebes
Que te
Querem?
- E se
Não me
Quiserem?
Eu não
Vejo.
E se
Não me
Quererem?
Marcus,
Te dou
Um espelho.
Não.
Espelho dói.
- De que
Tens medo?
De ser
Igual
A meu
Pai.
Te dou
Teus pensamentos.
Tua
Escrita.
Te
Olha
Agora
Frente
Ao
Espelho:
Um
Palhaço
Se pinta.
- Ascendo.
Outro
Dia,
Marcus
Comeu
Uma
Puta.
O bordel
E suas
Estranhas
Alegorias.
A puta
Quer ser
Buscada.
Por isso,
Pinta-se.
Grudou-se
Ao
Menino,
Igualmente
Sensível
E pequena.
A puta
Falava
De boceta
Aberta.
Quem não
Quer
O mundo,
Encastela-se.
E aqui
Jaz,
A tal
Boceta
Isolada,
Cheia
De segredos,
Invadida
Por milhares
De arainhas,
Como
Uma
Casa abandonada.
Segredo:
Um amor
É tua
Chave.
Sabes:
A bela
Vai
Te acarinhar
Os cabelos.
Olhar
Bem
No cu
Dela.
Pode
Ser
Esse
O segredo.
Pingo docePara Risomá Cordeiro e suas criançasA verde
Orientação,
Com sabor
De verdade.
O sorriso
Do abacate.
Ouro
Sólido.
Criança,
O sólido
Sonho.
Gemer
Na paz.
Dá tua
Mão.
Cinamomo.
Pequenas
Bolinhas
Verdes
Excitam
O ser.
A saudade.
Pequeno,
O ser
Orienta.
Quantas
Bocas,
Mamilos.
Ali,
Verde.
As bolinhas
Pequenas
Como
Sinal
De excitação.
Outra vez
A água.
Pai,
Quero
Saber.
Mistério
És,
E preponderante.
Quero saber
Da água.
Preponderante.
Na verdade,
És o ponto.
Te alimentas
D’água,
Se
Pensarmos
Em cachoeiras
Da fala
Ou em
Rios
De discurso.
E o
Que
Mais me toca
É esse
Teu frescor.
A manhã
É coberta
De orvalho
E silêncio.
Renasço
E morro.
Criança,
Tens nos olhos
A crença.
Apoemia
De abacate.
Toda fruta
Exigirá
Boa sorte.
As águas
Te acompanham,
E também
Aplausos.
Criança,
Adormeça,
Olhos
Bem abertos
- Um pingo.
Criança,
Olho
Por
Teu sonho,
Buquê
Dourado
À mão.
Olhos
Lacrimejados,
Cobertos.
A criança
Não
Vê,
Nem
Sabe
Que
Se machucará.
Seu
Coração
Assim
Cai:
Pinguinho
Doce.
Cai
Como
Cai
O abacate.
Não
Há cheiro
De
Morte.
Acordei
No
Mato.
Perna
Comprida.
Meu
Avô
De mil
Anos
Disse:
- Estrelai-vos.
Peço
A ele
Doce,
O mel.
- Sua
Busca
Está
Nos olhos.
Onde?
Num
Beijo.
Na mão,
Na paciência.
- Lava-me
A cara,
Então, vô.
Não vou
Mais
Chorar.
Vou
Abrir
Meu
Castelo.
Sorriso,
Sorriso.
O ser
Ganha
Ao se
Orientar
Pelo
Lado interno.
Ouro
De dentro.