12 Maio 2008

A guerra da palavra (trecho)


O artista é ave na língua.
Arde o medo na língua.
A guerra árvore barriga.
A guerra anterior ao sexo.
Quando a negra era o belo.
Quando a casa era a negra.

O raio acende o rei.
Dionísio ora
Por homens
Em pares com mulheres.
Arderá o resultado
Das guerras de coqueiros.

Arte do cocar arbusto:
Acender o par guerreiro
Em tropas artísticas
E euforias rítmicas.
Ê-ê-iô era ie-iê-ieô.
A hora clara nosso pai.

Úmida palavra
Em linha reta.
Letra e lira,
Arcanas do bardo brasileiro.
Vossa mãe
É nina e nanã.
Na foto: Orixá feminino Oiá

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