14 Junho 2008

Chapéu



O chapéu amarelo
Em mim entrava
Como um cais de porto.

Eu era vestido
E plumas
Naquele céu.

Quanto sabedoria
E pertencimento.
Quanto Deus nos acuda.

Eu havia, sim,
Recebido a graça
Do chapéu.

Sobre ele,
E em mim,
Girava o céu.

Adorava tê-lo.
Era uma
Experiência,

Era uma
Grande
Eclosão musical.

Eu me
Findava
Em pô-lo.

Sob o
Que
Eu era antes

Esse era o braço.

Agora recebo
Com divina glória
O chapéu.

Aconteça
O que estiver
Acontecendo,

O chapéu
É nosso lume.
Nos orienta.

2 comentários:

Larissa Araújo disse...

Sem sombra de dúvidas: esse poema é fantástico!

:)

Flávia disse...

gostei muito desse!Aliás, gostei daqui!

até
flávia