
O poeta é negro no sentido oleoso da negritude. Óleo combustível gerador de energia e também lubrificante. O coito padeceu por séculos da interdição católica. No Brasil, o combustível negro permite ócio e sexo farto ao branco. O coito torna-se algo possível de se fazer sem culpa, já que os negros eram considerados sem alma. Sem saber, o branco torna-se cativo dessa brandura. O povo nasce em meio ao gozo e cultiva então a alegria como característica nacional. O poeta, apesar de ter consciência plena da morte, precisa ser capaz de gozar do mesmo modo que esse modelo de brasileiro sem culpa. O amor acende o coração do poeta. O andrajo é função do poeta, o rumo ancestral convoca o poeta à navegação abissal. Amar o perigo disso tudo reflete o inconsciente mítico.

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