24 Fevereiro 2008
amas do lavro e da curra
O céu mitológico brasileiro, com seu reino de possibilidades sonoras, contém poemas já prontos, mas que urgem ser montados. O meu sonho é com amas do lavro e da curra, que exploram o poeta como a um escravo. Há um dicionário ardente prevendo a des-ferocização do masculino. A linguagem é o local do nascimento de anjos-menino, como Diadorim, em João Guimarães Rosa.
12 Fevereiro 2008
A puta sã
O que fazer,
Se a mama me dispõe?
Canto onírico altamente
Sexuado.
O compositor é meu pau,
E não eu.
As saias helenas,
As gostosas montanhas-moças.
Como o amamentar o homem
Amoroso
Me cativa.
E me anima,
E me enche
De uma literatura
Que vai
N'altura
Das rodas femininas.
Anuência vossa,
Minhas irmãs,
Eu quero.
Quero a puta sã,
A negação
Da tristeza
Da mulher invadida.
Se a mama me dispõe?
Canto onírico altamente
Sexuado.
O compositor é meu pau,
E não eu.
As saias helenas,
As gostosas montanhas-moças.
Como o amamentar o homem
Amoroso
Me cativa.
E me anima,
E me enche
De uma literatura
Que vai
N'altura
Das rodas femininas.
Anuência vossa,
Minhas irmãs,
Eu quero.
Quero a puta sã,
A negação
Da tristeza
Da mulher invadida.
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