
Ai de tudo,
Dona do manto dolente,
Flora de maio.
Melhor sonar do mor dócil marulho.
Concha achou o marujo.
Grotões de um mar de sussurros.
O lado gostoso soltava vozes quentes
De bonificada filha.
O ato molhado de povoar o futuro
Perdoava o roçar-se de pedra.
Soraia, pranto solar.
Estica os cabelos.
Sonhos solares.
A cada gota de teu mênstruo
Implodi do laço, a vincular-nos,
O domínio.
Saio.
Solidão do músico.
A concha rompe em vozes.
Volição do mar:
Segredar novas sinfonias,
Noivas ordenhais.
Moreno,
Roça teu ouvido no pasto portentoso.
Romeiro, massa do mundo,
De tua cópula dourada e sem feridas
Depende a nova forma de tudo.
Na ilustração: orixá feminino Oxum.

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