
Nego escuro-queimado,
Fogo de labareda,
O dono do mato é teu rei:
Quero tua pilastra.
Fostes crucificado,
Negro escuro do mato.
Sonho com isso:
A pele escura.
Cor do mito angélico,
Nova Jerusalém foi a Bahia.
A gostosa culpa dos padres
Endomoniando-se, pelados
E cativos da sensualidade
Índia e negra.
Ah, escuridão marítima.
A cruzada portuguesa rodou o mundo.
Massa inculta e franca,
Toda a tua laica vertigem
É sabedoria celeste,
Teu santo currar-se,
Tua alegria boba.
A moça é receptáculo da cruz.
A malícia urbana me sublima.
Há mortes de galos na cruz.
Esporão negro, revelai teu povo.
Seu manto se faz de latas e
Sem-nomes de pequenos entulhos,
Em escala industrial.

1 comentários:
Menino de alma de América...Você!
:)
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