05 Junho 2009

O tímido

Ouço
As

Vozes
E

Os ventos
Me atrapalham.

O
Peso

Da
Morte,

Um
Posso

Pouco.
É

Uma confusão
Fazer

Meu próprio
Retrato.

Posso,
Pai!

Não,
Não

Serás
Bonito

Moço.
Careço

De
Um

Não-olho.
Olho,

Ouço
E me

Despedaço
Em

Medo.
Ver

Orienta
E és

Por demais
Consciencioso.

O
Homem

Tímido
Não

Sabe
Da sua

Beleza.
Imagina-se

Pelado
E

Com
O pau inibido.

Não
Foi

Comer
A

Mãe
E da

Língua
Lhe

Sai
Fogo.

Fogo
Nos

Olhos
E

Por detrás
Do

Pensamento.
Você

Não
Dirá

O que
Quer.

Nem
Tua

Volúpia
Conquistará

O
Mundo.

Eu
Te condeno

A
Sufocar

Teu
Orgulho.

Olhai
O que

Te acompanha:
É

Teu medo.

2 comentários:

Graça Carpes disse...

Filosófica poética; lindo!
Bjo
:)

O DEDO DE DEUS NO CU DO MUNDO disse...

sofisticado, porém do "gueto". rs.