15 Maio 2009

Cirandeiro Dionísio



Ó manto colorido do norte.
O nome goiano sabe meu nome.
Com pouco medo Cristo
Coleciona ciúmes.
Carnavalizou-se o amor mariano e jesuítico.
Xangô corre atento.

Camões retorna mulher maruja e farrista.
Sábios negros ornamentam seu passo nativo.
O duro corte por detrás do ouvido
Carangueja o mugir com ritmo.
Ostra coletora e musicista circula
Com força o amor do artista.

A cidade sem tua onda não respira.
O antigo legado te acompanha.
Ó negra que me banha
Com água de beleza doce e mística.
O nome começa a literatura
Onde o astro harmoniza
Serpentes e fala augusta,
Onde o dionísio cirandeiro
Roda correto e arteiro.

Na foto: o "santo cirandeiro" no papelão; poema e pintura de Sílvia.

12 Maio 2009

Ave Maria do Mar


Poema de Sílvia, que me libera a alma:

"Fisgada na essência
Da seiva amarela,
Cruzo o oceano aberto
Como um véu celestial.
Ordeno em ondas os
Filetes d' água pura...
Me banho em gotas
De pedra anil.
Sou navegante.
Movimento meus quadris
Em direção ao cais.
Me orienta o mar!,
Que eu carrego uma
Cruz verde-esmeralda.
Quando o último e
Agudo apito soar,
Serei eu uma esquálida
Ave marítima."


Meu amor, o Mar nos uniu. Agora sei.


Na foto: "sobre a cabeça, os aviões"

11 Maio 2009

Maio

Maio navega. Maio começa no leve marulhar ativado pela expansão feminina. Orar pelos favores da Deusa é o recordar necessário. Os mulatos se enfeitam como galos sem espinhos.