
Ó manto colorido do norte.
O nome goiano sabe meu nome.
Com pouco medo Cristo
Coleciona ciúmes.
Carnavalizou-se o amor mariano e jesuítico.
Xangô corre atento.
Camões retorna mulher maruja e farrista.
Sábios negros ornamentam seu passo nativo.
O duro corte por detrás do ouvido
Carangueja o mugir com ritmo.
Ostra coletora e musicista circula
Com força o amor do artista.
Sábios negros ornamentam seu passo nativo.
O duro corte por detrás do ouvido
Carangueja o mugir com ritmo.
Ostra coletora e musicista circula
Com força o amor do artista.
A cidade sem tua onda não respira.
O antigo legado te acompanha.
Ó negra que me banha
Com água de beleza doce e mística.
O nome começa a literatura
Onde o astro harmoniza
Serpentes e fala augusta,
Onde o dionísio cirandeiro
Roda correto e arteiro.
O antigo legado te acompanha.
Ó negra que me banha
Com água de beleza doce e mística.
O nome começa a literatura
Onde o astro harmoniza
Serpentes e fala augusta,
Onde o dionísio cirandeiro
Roda correto e arteiro.
Na foto: o "santo cirandeiro" no papelão; poema e pintura de Sílvia.

